Paranapiacaba
Não tenha medo,
Sente-se, sorriso incrível
A água escorre pela cumieira e atinge o meu rosto
Uma água fria, diferente da água que brota de ti
São diversos passos, aquela sem foco também é linda
O sorriso verdade, aquele de lado, pose
Imagem que está ali
Naquela varanda, a luz atinge os olhos
Naquela varanda, a luz atinge os olhos
Disparo automático, um sorriso longe
Tudo que foi impossível ainda é possível em poucos segundos
Entre as dez aberturas, todas elas retrataram a felicidade
As mãos, pousadas sobre os braços, protegem
Aquele abraço era algo que poderia ter sido evitado
Mas nunca, ali, no monte, mão sobre mão
Qualquer transeunte poderia fazer uma bela imagem
Tudo, entre aqueles passos, uma juventude
Segura o queixo com as duas mãos
Molhado e preso, alguém empresta um elástico
Danem-se as meias molhadas, a porta está fechada
Olhe, confie em mim, não há ninguém ali
Confiou, sonhou, acreditou
Naquela mata fechada, as ladeiras de pedras brilhavam
E o brilho, ficou ali.
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